Coleta seletiva é o nome que se dá ao recolhimento distinto entre materiais que são possíveis de serem reciclados e materiais orgânicos. Dentre estes materiais recicláveis, podemos citar os diversos tipos de papéis, plásticos, metais e vidros. A separação do lixo evita a contaminação dos materiais reaproveitáveis, aumentando o valor agregado destes e diminuindo os custos de reciclagem.

Por se entender a importância da coleta seletiva para o nosso meio ambiente, iniciou-se no COLTEC um teste de implementação de tal coleta, para que esta conscientização possa se estender à toda a comunidade escolar.

O Técnico em Química e gerente de resíduos do COLTEC, Roberto Américo Generoso, é quem está à frente do projeto e comentou sobre o mesmo:

“Estamos buscando fazer aqui no colégio uma campanha de coleta seletiva simples e também de coleta de pilhas e baterias. A coleta seletiva envolve uma conscientização, hábitos adquiridos a muitos anos. Precisamos mudar os hábitos ruins aos quais estamos acostumados”.

Roberto Américo Generoso é Técnico em Química do COLTEC

Roberto explicou ainda como funcionará esse primeiro teste nas dependências do COLTEC:

“Foram colocadas duas lixeiras de coleta seletiva pelo COLTEC, como teste, porque o ideal seria ter pelo menos umas 3 por andar. Mas, a princípio, queremos ver se a comunidade em geral, especialmente os alunos, consegue utilizar essas lixeiras da maneira correta. Foi colocado o cartaz e teve ainda um email institucional que foi enviado para todos. Até agora ainda não atingimos o resultado esperado, mas vamos buscar fazer uma campanha mais ativa para obter melhores resultados”.

As lixeiras da coleta seletiva que estão na entrada do colégio: A azul é para o lixo reciclável e a cinza para o lixo orgânico.

Roberto esclareceu ainda que a coleta seletiva que o colégio pretende implementar não é aquela feita com as famosas lixeiras coloridas, que separam o lixo pelo seu material de composição:

“A nossa coleta não é no molde daquelas feitas por separação de metal, plástico, papel, dentre outros. Entendemos que esse método acaba não funcionando bem e no final das contas, quando você entrega para o caminhão de coleta seletiva, eles misturam tudo. Na cooperativa, eles que separam. No meu entendimento, isso é uma maneira errada do Brasil começar com a coleta seletiva porque você tem situações como, por exemplo, a embalagem Tetra Pak que é feita de papelão e tem metal dentro. Assim, surge a dúvida de quem vai descartá-la: coloca na lixeira própria para metal ou na de papel? As pessoas não sabem e acabam jogando no orgânico para não correr o risco de “jogar errado”.

Roberto ressaltou, ainda, a necessidade da prática da coleta seletiva não só pensando no bem-estar do colégio, mas no de todo o planeta:

“A coleta seletiva é uma mudança de pensamento das pessoas. É uma consciência ambiental. Isso vem sendo desenvolvido ao longo das últimas décadas porque o mundo está chegando em uma fase que insustentável. A gente gera muito resíduo, e a previsão é de que em 2050 tenha mais plásticos no oceano do que peixes, então estamos vivendo uma situação caótica. A nossa sociedade depende de plástico para quase tudo e ele demora 400 anos ou mais no meio ambiente, então o que a gente puder reciclar é uma maneira de tentar diminuir esses impactos e atenuar futuros problemas”.

Confira um vídeo da Júlia Tolezano, do canal “JoutJout Prazer”, que mostra, de uma maneira simples e didática, o processo envolvido na coleta seletiva e como é fácil participar.