Entrevistas Intercambistas - 2013

entrevista Joao pedro

Entrevista JOÃO Vaz Revisada

 

Entrevista Nathan Revisada

Intercâmbio 2012 - Boletim UFMG

Hermanos, ahí vámonos!

Pela primeira vez, alunos do Coltec farão intercâmbio no exterior; parceira é uma escola argentina

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Intercâmbio do COLTEC no Boletim Informativo da UFMG

Saiu no Boletim Informativo da UFMG mais uma matéria sobre o Intercâmbio do COLTEC. Clique aqui para conferir. 

 

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Professores e intercambistas

Taylon Meira e sua experiência no Intercâmbio 2013

Taylon tem 18 anos, está no terceiro período de Química no COLTEC e há pouco mais de um mês voltou da experiência mais marcante de sua vida. Junto com outros sete alunos de diversos cursos do colégio, Taylon passou dois meses em Córdoba, Argentina. 

Lá cada um ficou na casa de uma família diferente e estudavam na mesma escola. “Gostei muito da minha família, principalmente da minha mãe. Ela era muito parecida comigo, e me ajudava bastante. Além dela, eu tinha outros dois irmãos”, conta o aluno. “Fui para o intercâmbio com o intuito de aprimorar o espanhol e conhecer uma cultura diferente. Além de procurar por uma experiência diferente. Costumamos a falar mal da Argentina, mas percebi que esse preconceito não vale a pena. Foi uma experiência que me agregou conhecimento e respeito pelo outro”.

Taylon conheceu a Argentina além da relação escola-família. Ele conta que depois da escola, os argentinos levavam os intercambistas no centro e todos os finais de semana passeavam juntos, seja em shoppings, boates, passeios turísticos e até escaladas.

O aluno voltou para o Brasil com uma visão muito diferente das coisas, conta que “essa experiência mudou as coisas. Tive que trabalhar muito a adaptação, seja da língua, do clima, da família. Com certeza, hoje, voltei com muito mais carga cultural”.

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Taylon (de preto) e sua família argentina

 

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Os intercambistas e alguns amigos

Experiência do intercâmbio por Thaís Rodrigues

“É um pouco difícil descrever minha experiência com o intercâmbio, não sei bem que palavras usar até porque acredito que não vão ter palavras suficientes para descrevê-la.

Eu nunca tinha me imaginado fazendo um intercâmbio, achava que isso era uma coisa meio que impossível ou só pra quem tivesse muita sorte ou muito dinheiro. Foi então que em uma das aulas da professora Fernanda Carvalho ela falou sobre o projeto do intercâmbio, onde comecei a realmente me interessar por tudo. Houve o processo seletivo, que foi mais tranquilo do que eu imaginei, e depois disso foi divulgado rapidamente quem iria viajar.

Algumas semanas antes do embarque, eu estava na maior expectativa. Quando os argentinos chegaram, minha ficha caiu! Percebi que eu iria viajar pra um lugar totalmente diferente, com costumes diferentes, com um idioma diferente e que eu teria poucos conhecidos lá, eram os nove colegas que estavam me acompanhando, que no meu caso, eram nove pessoas com quem eu havia falado alguns "oi's" e vagos "tudo bem?". 

No dia do embarque, combinamos de nos encontrarmos no aeroporto para nos despedirmos das famílias e amigos, e para que os professores dessem a última tranquilizada nos pais. No momento da despedida, senti um aperto tão grande no peito, um medo pelo desconhecido, uma tristeza por deixar minha família, aportar do seu porto seguro. Mas por outro lado, algo me motivava a correr pra entrar no avião e partir pra Argentina, ficava passando pela minha cabeça todas as coisas incríveis que poderiam acontecer comigo lá, o que me deu muita força pra soltar meus pais e irmãos e ir pra sala de embarque.

Quando cheguei em Córdoba e conheci a família que iria cuidar de mim durante o intercâmbio foi um choque! Me dei conta que percebe que nunca conviveu, nem viu direito aquelas pessoas antes e agora você simplesmente vai comer, dormir, estudar, viver na casa deles. Tudo é diferente e muito esquisito no início.

Nos primeiros dias no colégio me senti super deslocada e ao mesmo tempo sozinha, pois cada sala só poderia ter um brasileiro justamente para nos "forçar" a conviver com argentinos e não nos isolarmos no mundinho Brasil e língua portuguesa. Eu até tentava me enturmar, mas eu agia de maneira não natural e por isso foi meio complicado. Eu não entendia bem o que eles falavam quando conversavam e não conseguia falar de forma que eles me entendessem. No início essa parte da comunicação foi bastante complicada, nenhum dos lados se entendia bem (risos). Mas com o passar do tempo, com a ajuda da família argentina, eu comecei a entender melhor o que diziam e a expressar melhor o que queria, e então percebi que para entrosar com a turma eu tinha que ser eu mesma! Eu sempre fui uma pessoa tímida com pessoas que não conheço, então isso tornou tudo mais complicado.

No fim das contas, comecei a criar amizades inusitadas! Os alunos do Belgrano e os meus colegas coltecanos começam a ser amigos mesmo, a família que me acolheu começou a virar uma segunda família, e a família dos meus amigos coltecanos também se tornaram parte da família.

Enfim, a experiência é simplesmente mágica, surpreendente, especial e maravilhosa. Convivi com pessoas que nunca imaginei conhecer, e ganhei um carinho imenso por elas, algo sem explicação. Ganhei novos amigos, novos pais e irmãos, novos tios, tias, primos e primas. Ganhei novas vivências, novas histórias para contar. Conheci mais lugares, criei laços com a cidade, e com todas as pessoas que fizeram parte da minha viagem.

No fim das, foi uma experiência que mudou minha vida, mudou minha forma de ver o mundo ao meu redor, me ajudou a construir minha personalidade, me deu mais responsabilidade, até porque no intercâmbio, por mais que tenha uma família me orientando, a minha opinião conta muito então é importante que o meu agir tenha responsabilidade. Posso dizer que me tornei um novo ser humano, totalmente renovado. Passei a dar mais importância para o que realmente importa, família principalmente e amigos, aprendi a ter mais respeito e fascínio pelo novo, pelo diferente, pelo outro, percebi o quão incrível e maravilhoso é o pais onde vivo, a minha cultura, o meu povo, a minha nação. Cresci muito como pessoa, mudei minhas ideias, minha cabeça, abri minha mente para o desconhecido e inusitado.”

Thaís Rodrigues, intercambista do COLTEC em 2012.

menor  Tháis, a última da direita, com sua família argentina